
Linhas de pesquisa


Ecologia
Identificação e caracterização dos manguezais
Monitoramento
Avaliação permanente da dinâmica do ecossitema
Quantificação de carbono
Avaliação do estoque e sequestro de carbono
Comportamento do ecossistema
Mudanças globais


Tecnologia social
Gestão territorial em parceria com comunidades tradicionais


Avaliação de impactos
Respostas do ecossistema em relação a diferentes vetores de degradação
Recursos humanos
Formação de jovens cientistas e profissionais diferenciados


Gestão e conservação
Participação na elaboração de políticas públicas e comitês na diferentes esferas


Conflitos socioambientais
Análise dos conflitos, suas estruturas, atores e estratégias


Principais técnicas utilizadas
Quantificação de carbono em manguezais
O NEMA/UERJ desenvolve estudos voltados à estimativa de estoque e sequestro de carbono em diferentes compartimentos do ecossistema manguezal, incluindo biomassa acima do solo, biomassa subterrânea e sedimentos. Essas análises permitem avaliar a contribuição dos manguezais para o armazenamento de carbono e para os debates sobre mudanças climáticas.
Levantamento estrutural da vegetação
As florestas de mangue são analisadas por meio de levantamentos de campo voltados à caracterização da estrutura vegetal, incluindo medições de árvores, estimativas de biomassa, acompanhamento de parcelas e avaliação de variações espaciais e temporais da floresta. Esses dados ajudam a compreender o crescimento, a dinâmica e as respostas dos manguezais às condições ambientais.
Monitoramento de longo prazo
O acompanhamento contínuo de áreas de manguezal permite avaliar mudanças na estrutura da vegetação, no estoque de carbono, na salinidade, na serapilheira, nos sedimentos e em outros indicadores ambientais. O monitoramento de longo prazo é essencial para identificar tendências, comparar regiões e interpretar respostas às mudanças climáticas e às pressões sobre a zona costeira.
Análise de sedimentos e carbono no solo
Os sedimentos dos manguezais são importantes reservatórios de carbono. O NEMA/UERJ utiliza técnicas de coleta, processamento e análise para estimar estoques e taxas de sequestro de carbono, considerando diferenças regionais, condições ambientais e variações associadas à dinâmica das florestas.
Georreferenciamento e integração de bases de dados
Os dados obtidos em campo e em laboratório são organizados em bases georreferenciadas, permitindo integrar informações de diferentes regiões do Brasil. Essa abordagem contribui para análises espaciais, comparação entre áreas, avaliação da variabilidade latitudinal dos manguezais e construção de panoramas nacionais sobre carbono, estrutura florestal e conservação.
Sensoriamento remoto e geotecnologias
O uso de imagens aéreas, geoprocessamento e sensoriamento remoto auxilia na identificação de áreas de manguezal, na análise da cobertura vegetal, na interpretação da paisagem e no acompanhamento de mudanças ambientais. Essas ferramentas complementam os dados de campo e ampliam a escala de observação dos estudos.
Escaneamento laser terrestre e aéreo
O NEMA/UERJ utiliza tecnologia LiDAR para caracterizar a estrutura da vegetação e a topografia de florestas de mangue. Essas técnicas geram nuvens de pontos tridimensionais e modelos digitais que permitem analisar a arquitetura da floresta, a altura da vegetação, o relevo e a relação entre estrutura vegetal e condições ambientais.
Modelagem e estimativas nacionais
A partir da integração de dados de campo, laboratório e geotecnologias, o NEMA/UERJ desenvolve estimativas sobre estoque e sequestro de carbono em manguezais. Essas análises contribuem para avaliar a contribuição das florestas de mangue brasileiras na mitigação das mudanças climáticas e podem auxiliar no aprimoramento de inventários e políticas ambientais.
Participação social e gestão
Além das técnicas ecológicas e geoespaciais, o NEMA/UERJ desenvolve metodologias voltadas à participação de comunidades, gestores de unidades de conservação e atores locais. Essa abordagem busca ampliar a rede de monitoramento dos manguezais e fortalecer ferramentas de gestão participativa relacionadas à conservação e às mudanças climáticas.
Panorama sobre carbono azul
O núcleo também atua na sistematização de informações sobre carbono azul, reunindo dados, estudos e discussões nacionais e internacionais sobre o papel dos manguezais no armazenamento de carbono, na conservação costeira e nas políticas climáticas. Essa abordagem considera tanto a relevância ecológica do tema quanto os cuidados necessários para não reduzir os manguezais apenas a estoques ou créditos de carbono.
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Faculdade de Oceanografia - UERJ
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